Simbolismo do Nascimento de Jesus

  • Simbolismo do Nascimento de Jesus

Diz o jovem acadêmico ao seu professor: 


- A história do nascimento de Jesus, em Belém da Judéia, está vivamente gravada em minha tela mental desde a infância, com as lindas e singulares cores que só a pureza do sentimento infantil é capaz de imaginar. Meditando sobre essa história, tive a intuição de que deve haver nela um sentido oculto, um simbolismo, um mistério que até hoje não consegui desvendar. Gostaria que o senhor me dissesse algo nesse sentido.

- A sua intenção não é infundada, meu caro amigo. Há realmente um grande simbolismo na história do nascimento de Jesus, como, alias, em todos os episódios da vida do divino mestre. Os ensinamentos cristãos não se acham unicamente na doutrina evangélica, mas também nos fatos que constituem a vida do redentor do natal de Jesus que lhe despertam maior atenção e sobre os quais gostaria que eu falasse?

- Por que Jesus nasceu na manjedoura? Por que foi nascer em lugar tão pobre quem era tão rico de bens espirituais?

- Isso significa, a meu ver, que ninguém jamais nascera á luz da verdadeira vida ou da iniciação divina sem ter chegado ao necessário grau de humildade e renuncia, isto é, sem haver libertado da escravidão imposta pelos falsos e efêmeros valores que constituem a glória e o poder deste mundo: da sede insaciável de riquezas materiais, de subjeção de seus semelhantes e de tudo quanto possa conduzir ao egoísmo, á vaidade, á arrogância, á prepotência, á luxuria, á falta de escrúpulo, á inutilidade para o bem e, conseguintemente, á perdição.

- Mas, permita-me fazer-lhe outra pergunta: - Que significaria a estrela que anunciou aos reis magos o nascimento de Jesus e lhes indicou o lugar onde se encontrava o recém-nascido?

- Na minha compreensão, essa estrela significa o nascimento da criatura humana á luz da alta espiritualidade! “Em verdade, em verdade te digo que, se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus” – afirma o mestre de Nazaré. Quando o homem chega a esse estado iniciático, simbolizando pela estreita guia, esta em condições de guiar a si mesmo a e aos eu  semelhantes na luminosa jornada para o reino de Deus. Seu brilho espiritual anuncia ter alcançado altos graus de sublimação e, por isso mesmo, atrai todos os seres em condições de serem atraídos para a realização do maior empreendimento.

- Outra pergunta: Que significam as oferendas feitas pelos reis magos? A intuição me diz que deve haver algum simbolismo no ouro, na mirra e no incenso.

- Representam, a meu ver, três períodos iniciáticos. O ouro é o estado em que o investigador aprende a transformar o chumbo dos pensamentos inferiores no ouro dos pensamentos superiores. É a divina alquimia. É a captação do fluido. – A mirra é o estado em que ele consegue transformar em realidade, através de atos, aqueles pensamentos superiores. É, então, quando faz transbordar a resina perfumosa do amor espiritual e do altruísmo concentrada dentro de si mesmo. É a solidificação do fluido. – O incenso representa o mais alto grau de evolução espiritual, quando o ouro dos pensamentos superiores e amirra das realizações podem ser transformados em vaporização ou fumaça aromática, que se eleva á amplidão numa suavíssima homenagem ao excelso criador do universo! É fazer voltar a Deus, num gesto de gratidão, algo da substancia celestial com que ele nos agraciou. É glorificar o pai eterno pela inefável felicidade concedida ao seu filho. É, enfim, a fluidificação do solido.

Eu penso que, também podemos ter a ventura de, quais reis magos do século XXI, experimentar essas emoções diante do Cristo recém-nascido.

- Como?

- Sempre que, fazendo erguer-se da letra morta o espírito que vivifica, penetramos no verdadeiro sentido da alta sabedoria cristã. Sempre que, completando a nossa percepção mental, transformamos em realidade, transladando-a á pratica em nossa vida cotidiana. Sempre que sentimos em nossa mente a eclosão da força espiritual que emana dos ensinamentos cristãos. Sempre que sentimos jorrar em nosso coração essa cristalina fonte de água viva! Está em cada um de nos, portanto, o assistir ao nascimento de Jesus em nossa época, tantas vezes quantas o queira a nossa vontade inteligentemente exercita e dirigida.

- Parece que, por esse processo, poderemos alcançar maior firmeza na fé. Não é verdade, professor?

- Exatamente. Só assim, poderemos adquirir sólidas convicções e inquebrantável fé nos ensinamentos do grande pastor de almas. Só assim, poderemos sobreviver ao naufrágio moral em que se vem afundando a humanidade hodierna. Só assim, podemos evitar os momentos de duvida com aquele em que os discípulos do nazareno, temendo naufragar, exclamaram: “Salva-nos, senhor, que parecemos”. Ao que o divino mestre respondeu: “Por que temeis homens de pouca fé”.

- É perfeitamente compreensível que, se não nos dedicarmos a fundo ao trabalho de interpretação e realização dos ensinamentos de Jesus, jamais chegaremos a ser verdadeiros cristãos.

- Você diz muito bem. Que a nossa fé nos ensinamentos cristãos seja alicerçada na compreensão e na realização, para que a dúvida obstinada e desorientada jamais nos impeça de encontrar o verdadeiro caminho da evolução espiritual! Que os nossos pensamentos, palavras e atos possam estar – dia a dia e cada vez mais – em consonância com os redentores preceitos do inesquecível doutrinador da Galiléia!

- Essa deve ser, alias a maior homenagem que podemos prestar a Jesus. Não lhe parece?

- Exatamente. Só assim, podemos demonstrar que aproveitamos as magistrais lições deixadas pelo inexcedível mestre; que valorizamos o exemplo de humildade e renuncia d’ Aquele que nasceu na manjedoura e morreu na cruz. Só assim, prestamos ao redentor a homenagem mais grata ao seu imaculado espírito e mais compatível com alta missão por ele desempenhada em sua peregrinação por este mundo.  




Extraído de:

Jornal Verologia

Edição XXXIII Nº 419 e 420
Artigo referente a Novembro e Dezembro de 2007

 

 

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