Cálice Amargo

Muito frequentemente ouvimos esta pergunta: Se a justiça divina corrige, pelo sofrimento, aos que cometem erros e pecados – por que então Jesus sofreu tanto? Tentando responde-la, alguns costumam dizer: Jesus passou por esse martírio para que se cumprissem as escrituras dos profetas.



Cálice AmargoEssa resposta não satisfaz ás pessoas que buscam uma explicação lógica e chega, mesmo, a provocar uma outra pergunta: Mas, como se pode justificar esse duríssima sentença? A nova pergunta não é insensata, porque todas as determinações de Deus tem sua razão de ser. As leis eternas foram estruturadas pela verdade essencial, que é de Deus e está com Deus. A verdade essencial é incompatível com a iniquidade e o absurdo. Logo, tem que haver uma explicação justa e aceitável para o martílio por que passou o mais santo de todos os seres que passaram por este mundo terrestre.

 


Outros dizem, tentando responder á interrogação inicialmente focalizada: Jesus Cristo morreu na cruz para salvar a humanidade e aqueles que acreditarem nisso serão salvos.

Aí esta outra resposta que não satisfaz porque, alem de não ser lógica, também contribuiu para o estado de negligência em que tantos se afundaram, no decorrer dos séculos, e em que tantos se encontram na atualidade, no referente á realização de um ativo processo de evolução moral-espiritual.

A verdade é muito diferente: Jesus Cristo morreu na cruz para salvar todos os que chegam a compreender e realizar a grandiosa lição ministrada através do seu martílio e de sua crucificação. Ou, mais claro ainda: Jesus veio ao mundo terreno para salvar todos os que chegam a compreender e realizar os ensinamentos por ele deixados a humanidade, não só por meio do episódio que encerrou sua passagem pela terra, mas sim de todos os acontecimentos e palavras que constituem sua vida fecunda e exemplar.

Enquanto o ser humano não chega a compreender e realizar devidamente esses ensinamentos reformadores, não encontra os recursos que asseguram a salvação espiritual. Ou melhor, fica impossibilitado de aprimorar seu sistema psicológico para poder palmilhar o itinerário ascensional que o conduzirá a esta salvação.

Mas, como alei de evolução encaminha inflexivelmente todas as criaturas (todas sem exceção) no sentido de que cheguem a compreender e realizar esses ensinamentos, é claro que algum sai serão salvos todos os que se colocam, transitoriamente, á margem da salvação, iludidos pelas fantasias e pelas incompreensões. Observa-se, mesmo atualmente, que a lei de evolução esta acelerando esse trabalho redentor. Dir-se-ia que esta despontando a era da evolução ativa!

Depois de muitas e profundas meditações, a Verologia chega, afinal, á conclusão que se lhe afigura a síntese de uma verdade incontestável:

Os sofrimentos por que Jesus passou, antes da crucificação e durante ela, não tiveram a mesma origem e a mesma finalidade dos que afligem os transgressores das leis eternas. Nem poderio ter, considerando-se que o mestre de Nazaré foi quem deu o maior exemplo de obediência a essas mesmas leis. Segundo se infere do texto bíblico que encerra  essa passagem da vida do Nazareno, este aceitou o cálice amargo de tão atrozes sofrimentos em o obediência e vontade do supremo poder que rege o universo e o homem. Além disso, porque compreendeu afinal, nitidamente, que era imprescindível deixar gravada – com letras de sangue – sua última e mais eloqüente lição á humanidade.

Conforme dissemos, o caso de Jesus é inteiramente diverso dos comuns, porque ele se inteiramente diverso dos comuns, porque ele se erigiu no maior de todos os mestres de sabedoria suprema que passaram por este mundo terreno. Logo, as atitudes eram exemplos profundos e completos.

Ao não fazer um só gesto nem pronunciar uma só palavra em defesa da sua honra e da sua dignidade, vilmente ultrajadas, o grande mestre manifestou sua confiança integral na perfeição e infalibilidade das leis eternas.

Tanto o fundador do cristianismo estava convicto de que as leis puniram severamente os que tripudiaram sobre sua inocência, que teve aquela expressão misericordiosa, em face dos terríveis padecimentos que os aguardavam: “Pai, perdoa-lhes porque não sabem o que fazem”.

É lógico que Jesus poderia ter se livrado de toda a trama em que foi envolvido, pois possuía altas prerrogativas espirituais pata tanto. Mas não teve nenhuma iniciativa nesse sentido porque sabia que estava cumprindo a vontade do supremo poder, para fechar com chave de ouro sua grande missão. É o que se surpreende das palavras que dirigiu a Pilatos: “Não terias sobre mim poder algum, se ele te não fosse dado lá de cima”.

O drama do calvário não se limitava a confirmar os ensinamentos de amor e perdão do divino mestre, mas se destinava também a deixar sua doutrina indelevelmente gravada no órgão mental de seus apóstolos, bem assim promover sua expansão mais rápida no seio da humanidade daquela época e das eras porvindouras.

Essa lição também nos leva e compreender que ninguém se deve surpreender ou decepcionar com os altos desígnios do supremo poder, quando, colhido pelo sofrimento, não consiga atinar com a causa ou a sua finalidade. Muitos menos os que hajam atingido elevados graus de evolução espiritual. Tão altos desígnios – que- são infalíveis- devem ser invariavelmente acatados, com todo o respeito.

Quem assim procede, triunfa sempre, pois, o que não se compreende hoje, poderá ser compreendido amanha, desde que se converse a confiança inquebrável nessa infalibilidade e se mantenha a humildade verdadeira que permite pensar, raciocinar e meditar, serenamente, para chegar a descobrir ou vislumbrar o porque da provação.

Dentre os sofrimentos morais que Jesus teve de suportar durante os acontecimentos que fixaram sua derradeira lição a humanidade , figura o interrogatório a que o submeteu Pilatos, durante o qual lhe fez uma pergunta que permaneceu sem resposta: - “Que é a verdade?” Jesus não a respondeu, certamente porque a considerou inútil, visto que Pilatos não estava em condições de compreender tão magno assunto.

A verdade, segundo intuição verológica, é a substancia divina que dá via, movimento, perfeição e infalibilidade ás leis eternas. Desta substancia divina promana a luz redentora ou o verbo com que o onipotente criou todo o universo, e com que o rege e o regerá – ampliando-o e aprimorando-o constantemente – pelos milênios dos milênios!

É o que se conclui daquelas palavras que abrem o evangelho de Jesus (segundo o apostolo João):

“No princípio era o verbo, e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus. Tudo foi feito por ele; e nada do que tem sido feito, foi feito sem ele. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens. A luz resplandece nas trevas, e contra ela as trevas não prevaleceram”.

 

 

 


Extraído de:

Jornal Verologia

Edição XXXIV Nº 423 e 424
Artigo referente a Março e Abril de 2008

 

 

 

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