Ressurreição de Cristo


Depois de muitas e profundas meditações, a Verologia chega, afinal, à conclusão que os sofrimentos (morais e físicos) por que Jesus Cristo passou, antes de sua crucificação e durante ela, não tiveram a mesma origem e a mesma finalidade dos que afligem os transgressores das leis eternas; nem poderia ter, considerando-se que o mestre de Nazaré foi quem deu o maior exemplo de obediência e essas mesmas leis.

Segundo se infere do texto bíblico que encerra passagem da vida do nazareno, este aceitou o cálice amargo de tão atrozes sofrimentos em obediência à vontade do supremo poder que rege o universo e o homem.
Além disso, porque compreendeu, nitidamente, que era imprescindível deixar gravada – com letras de sangue – sua ultima e mais eloqüente lição à humanidade.

O degradante estado psicológico a que chegara um de seus apóstolos, um dos onze discípulos da sua maior confiança, ao ponto de se converter em traidor ambicioso e venal; a bestialidade a que ficara reduzida a massa humana instigada por mistificadores e cegamente enfurecida, incapaz de vislumbrar, por um momento sequer, a integridade moral do excelso mestre; o caráter desfibrado de um homem que, investido de autoridade para decidir, e convicto da inocência do acusado, sufocou a própria consciência, temendo a ira da multidão e o despotismo dos potentados da época; a crueldade inconsciente e brutal dos que o submeteram aos mais torpes e agressivos insultos; a extrema afronta dos que resolveram crucificá-lo entre dois ladrões – tudo isso produziu profundíssima paixão naquele que atingira o mais alto grau de sensibilidade e de pureza espiritual; mas, ao mesmo tempo, constitui a melhor oportunidade para que Jesus confirmasse definitivamente, ao ser despedir deste mundo terreno, os seus ensinamentos de amor e perdão.

Poderia Jesus, sem todo esse marítimo, dar tão grande exemplo de obediência aos ensinamentos que deixara, ele mesmo, à humanidade?

O grande mestre fazia estas singulares e impressionantes recomendações: “Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem”. / “Se amais aqueles que vos amam, que mereceis? Também os pecadores amam aos que os amam”.

Certa ocasião, o apostolo Pedro perguntou ao mestre: “senhor, quantas vezes pecará meu irmão contra mim, que lhe hei de perdoar? Será até sete vezes?”

Respondeu-lhe Jesus: Não te digo que até sete vezes, mas setenta vezes sete vezes”.

Bastam esses ensinamentos para demonstrar que Jesus pregava o perdão e o amor aos adversários ou inimigos, em todas as circunstâncias, pois além de serem demonstrações espontâneas do verdadeiro aperfeiçoamento espiritual, constituem as melhores defesas psicológicas contra todas as arremetidas do mal, visto que mantêm o espírito invulnerável às influencias malignas. Eis porque o divino mestre permaneceu imperturbável e sereno diante de todas aquelas agressões morais e físicas, dentre as quais avulta a ignomínia de ter sido crucificado – ele que era impoluto – entre dois malfeitores! O amor e o perdão foram os escudos com que o incomparável guia da humanidade se resguardou contra os golpes traiçoeiros do “poder das trevas”!

A lição que a Verologia consegue extrair dessa tragédia histórica é a de que o ser humano precisa aprender a enfrentar sem desânimo e sem ódio – com energia serena – as falsidades e injustiças que o atinjam. Para tanto, cada um precisa dedicar-se, com o máximo empenho, ao processo de seu aprimoramento psicológico, a fim de que fique em condições de compreender e cumprir fielmente os ensinamentos redentores, dentre os quais se destacam os do próprio mestre Jesus. Desse modo, poderá verificar que a sua perseverança no bem o liberta dos sofrimentos morais e físicos, do mesmo passo que lhe dá uma paz de espírito que o torna imensamente feliz.

O caso de Jesus é inteiramente diverso dos comuns, porque ele se erigiu no maior de todos os mestres de sabedoria suprema que passaram por este mundo terreno. Logo, as suas atitudes era exemplos profundos e completos. Ao não fazer um só gesto nem pronunciar uma só palavra em defesa da sua honra e da sua dignidade, vilmente ultrajadas, o grande mestre manifestou sua confiança integral na perfeição e infalibilidade das leis eternas.

Tanto o fundador do cristianismo estava convicto de que essas leis puniram severamente os que tripudiaram sobre sua inocência, que teve aquela expressão misericórdia, em face dos terríveis padecimentos que o aguardavam: “Pai, perdoai-lhes porque não sabem o que fazem”.

Aí está a interpretação verológica da maior e mais penetrante de todas as lições deixadas por Jesus Cristo á humanidade de todas as épocas. Nessa magistral lição está à principal “chave” para a salvação de todos os seres humanos: “Assim como Jesus Cristo, ressuscitou dentre os mortos, ele ajudará na tua renovação, se chegares a compreender e cumprir seus redentores ensinamentos”.

 

 

 

Extraído de:

Jornal Verologia

Edição XXVII Nº 339 e 340
Artigo referente a Março e Abril de 2001

 

 

 

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